Ser mulher preta no Brasil é um ato de resistência. É carregar na pele e na alma a história de quem veio antes, mas também é escrever, a cada dia, um novo capítulo de força, coragem e transformação. Cristiane Carvalho, 51 anos, coordenadora de Igualdade Racial e diretora de Eventos de Brasilândia, é a personificação dessa jornada. Funcionária pública há quase 30 anos, pedagoga, contadora e empresária, ela construiu sua trajetória com base em desafios, aprendizados e, acima de tudo, em amor próprio.
Em entrevista ao nosso portal, Cristiane abriu o coração para falar sobre sua história, sua ancestralidade e o significado do Julho das Pretas.
QUEM É CRISTIANE CARVALHO?
Cristiane é mãe solo de dois filhos, Alexsandro Alves, 24 anos, e Gabriel Felipe, 16 anos. Separada, ela criou os dois filhos sozinha, conciliando a maternidade com uma carreira sólida no serviço público e no empreendedorismo. Há mais de 20 anos à frente de seus próprios negócios, ela também é pedagoga e contadora, e hoje ocupa o cargo de coordenadora de Igualdade Racial e diretora de Eventos do município.
Sua história, no entanto, começa muito antes. Nascida em uma família de mulheres fortes, Cristiane aprendeu desde cedo o valor da resiliência. Trabalhou com o pai como servente de obras, carregando blocos e furando buracos, enquanto sonhava com um futuro melhor. Foi líder de sala no ensino médio, capitã do time feminino de futsal em 1997 e sempre teve o apoio de mulheres que marcaram sua vida: sua mãe, Geni Mendonça; sua tia amada, Leni Gama; sua avó, Maria Celestino; sua professora, Maria Valentina; e tantas outras que a inspiraram.
SER MULHER PRETA
Para Cristiane, ser mulher preta é reconhecer a força que existe na história e na ancestralidade. É enfrentar o racismo e o machismo, mas também celebrar a identidade, a cultura, a beleza e a potência. É transformar resistência em existência.
“Ser uma mulher preta é reconhecer a força que existe na nossa história e na nossa ancestralidade. É enfrentar desafios impostos pelo racismo e pelo machismo, mas também celebrar nossa identidade, nossa cultura, nossa beleza e nossa potência. É transformar resistênci
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