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O futuro de uma cidade não se constrói apenas com obras e recursos. Ele se constrói com planejamento, diálogo e, acima de tudo, com a participação de quem vive nela todos os dias. Foi pensando nisso que a Prefeitura de Brasilândia convoca a população para a revisão do Plano Diretor Municipal, em audiência pública marcada para o dia 29 de julho, às 19h (MS) , no Ramez Tebet.
 

A revisão do Plano Diretor não é uma formalidade burocrática. É a oportunidade de reescrever as regras que vão orientar o crescimento da cidade nos próximos anos, definindo o que pode e o que não pode ser construído em cada bairro, onde devem ser priorizados os investimentos em infraestrutura, saneamento, moradia, mobilidade e preservação ambiental .
 

O procurador do município, Dr. Osvaldo Neto, que integra a comissão de reforma do Plano Diretor, explica que a atualização é uma exigência legal – a legislação determina que o plano seja revisto periodicamente. No caso de Brasilândia, a última revisão completa já ultrapassou esse prazo, o que torna o processo ainda mais urgente.
 

“O Plano Diretor é uma obrigação legal dos municípios elaborar e ter ele atualizado. No nosso caso, a gente já tinha um Plano Diretor vigente, só que ele não era revisado há dez anos, quando a lei fala que deveria acontecer em cinco anos. O grande objetivo do Plano Diretor é ouvir, de fato, o que a cidade mais precisa na área de meio ambiente, saneamento básico, infraestrutura, e planejar a cidade de forma a prever ali um futuro”, afirmou.
 

Desde o início do ano, a comissão já percorreu diversas localidades do município, realizando oficinas no Distrito Debrasa, no Assentamento Mutum, no Novo Porto João André e na zona rural. Agora, a oficina técnica na sede da cidade será o momento de ouvir as demandas da população urbana .
 

O Plano Diretor, previsto no Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), é o instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana . Ele define as regras para o uso e ocupação do solo, a proteção ambiental, o saneamento, a mobilidade urbana e a regularização fundiária .
 

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Água que brota da terra é vida que se renova. Mas para que ela continue fluindo, é preciso cuidar das nascentes com o mesmo zelo com que se cuida de um coração. Foi com essa consciência que a Prefeitura de Brasilândia retomou, entre os dias 30 de junho e 3 de julho, os trabalhos do Programa de Recuperação de Área Degradada (PRADE) na nascente do Córrego da Aviação.
 

A ação, coordenada entre as Secretarias de Meio Ambiente e Turismo (SEMATUR), de Infraestrutura e Serviços e de Indústria, Comércio e Agronegócio, mobilizou 14 servidores em um mutirão que uniu força, técnica e compromisso com o futuro. O trabalho atende ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC nº 0900024-05.2020.8.12.0030) e conta com o acompanhamento do Ministério Público Estadual.
 

MUTIRÃO QUE TRANSFORMA

Durante os três dias, as equipes atuaram na linha de frente da recuperação ambiental. Com roçado mecânico e ferramentas manuais, fizeram a limpeza completa do perímetro, livrando a área do capim-braquiária e das plantas daninhas que sufocavam as mudas nativas. O coroamento das árvores antigas garantiu que a vegetação já existente pudesse respirar e se fortalecer.
 

Foram abertas dezenas de covas – chamadas tecnicamente de berços – que receberam cerca de 170 mudas de espécies nativas, plantadas e replantadas com o cuidado de quem sabe que cada árvore é uma promessa de vida. Para isolar a área contra a entrada de animais e interferências externas, a equipe executou o cercamento e a recomposição da cerca. Uma placa de sinalização foi instalada, identificando o perímetro como Área de Preservação Permanente (APP).

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A arte e a cultura de Brasilândia ganharam um reforço importante no último sábado (4 de julho). A Secretaria Municipal de Educação e Cultura, por meio da Coordenadoria de Cultura, realizou a Oficina de Escrita de Projetos Culturais – PNAB, na Escola Municipal Antonio Henrique Filho. A capacitação, com carga horária de 6 horas, reuniu diversos agentes culturais de diferentes segmentos do município.
 

A oficina foi ministrada pela consultora Rosemeire dos Santos da Cunha Bagolin, profissional especializada contratada para o assessoramento técnico da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) . Durante todo o dia, os participantes receberam orientações detalhadas sobre os objetivos e o funcionamento da política pública, que tem como papel fundamental fortalecer a cultura e fomentar iniciativas culturais em todo o país.

CONTEÚDO ABORDADO

A capacitação abordou os principais aspectos relacionados à elaboração de projetos culturais, incluindo:

Estrutura de um projeto cultural
Definição de objetivos, justificativa, metas e cronograma
Plano de aplicação dos recursos e orçamento
Contrapartidas e documentação necessária para participação em editais
Critérios de avaliação utilizados nos editais
Boas práticas para aumentar a qualidade das propostas
A consultora também esclareceu dúvidas sobre a redação dos projetos, demonstrando exemplos práticos e orientando os participantes sobre como evitar erros comuns. Foram discutidos, ainda, os procedimentos corretos para execução e prestação de contas dos projetos contemplados, destacando as responsabilidades dos proponentes e os cuidados necessários durante todas as etapas.
 

ESPAÇO PARA DÚVIDAS E ESCLARECIMENTOS

A oficina também promoveu um momento de esclarecimento de dúvidas, no qual foram discutidos os limites estabelecidos pela legislação da PNAB, as despesas permitidas e vedadas, as obrigações legais dos proponentes, as formas de utilização dos recursos públicos e os principais erros que devem ser evitados durante a elaboração e execução dos projetos culturais.
 

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O silêncio é pesado, mas a partilha alivia a alma. Na última sexta-feira (3 de julho), o Centro de Atendimento Educacional Especializado “Profª Elizabete Castelani Santos” promoveu uma roda de conversa com as mães das crianças atípicas da rede municipal de ensino. O encontro, realizado às 18h na sede do centro, foi um espaço de acolhimento, escuta e partilha – um momento dedicado a quem, muitas vezes, se dedica inteiramente ao outro sem encontrar tempo para si.
 

A atividade foi conduzida pela psicóloga da unidade, que utilizou a técnica da escrita expressiva, um recurso da Psicologia que convida as pessoas a expressarem, de forma livre e espontânea, seus sentimentos, pensamentos e emoções. As mães foram convidadas a colocar no papel aquilo que muitas vezes não encontram palavras para dizer em voz alta. O evento contou com a presença da secretária de Educação e Cultura, Maria Inês, da adjunta, Maristela Leôncio Castilho e do vereador, Dr. Alexandre Rodrigues Carlos.
 

RELATOS QUE EMOCIONAM

Ao longo da noite, as participantes compartilharam relatos profundos e muito significativos. Foram histórias de amor incondicional, de desafios diários, de cansaço, de conquistas e de esperança. Cada depoimento foi recebido com respeito e acolhimento, criando uma corrente de empatia e compreensão entre as mães.

“Foi um momento de grande sensibilidade, marcado pela confiança, pelo acolhimento e pela força de cada história. Sem dúvida, uma experiência emocionante que reforça a importância de criarmos espaços onde essas mulheres se sintam ouvidas, compreendidas e fortalecidas”, destacou a coordenadora do Núcleo de Educação Especial, Amanda Pasotti.
 

UM ESPAÇO PARA QUEM CUIDA

A iniciativa reconhece que a maternidade atípica traz desafios específicos que muitas vezes não são compreendidos por quem não vive essa realidade. A sobrecarga emocional, o cansaço físico e a sensação de solidão são sentimentos comuns entre as mães de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento. Por isso, a troca entre pares é uma ferramenta poderosa de fortalecimento emocional e social.

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A vida de Luana Mendes Norberto é feita de desafios, perdas e recomeços. Mas também é feita de força, de amor e de uma resiliência que poucos conhecem. Aos 29 anos, esta brasilandense de nascimento é mãe solo da pequena Betina, de 1 ano e 5 meses, e carrega consigo uma história de superação que inspira.

Em entrevista ao nosso portal, Luana compartilhou sua trajetória, suas dores e suas conquistas. Ela é a prova viva de que, mesmo diante das adversidades, é possível sonhar e realizar.

UMA VIDA DE SUPERAÇÃO

Luana é diabética tipo 1, condição que exige cuidados diários e disciplina. Mas isso nunca foi um impeditivo para que ela buscasse seus sonhos. Aos 14 anos, ela representou o estado de Mato Grosso do Sul em um campeonato brasileiro de vôlei mirim – uma conquista que até hoje guarda com orgulho.

No entanto, a vida também lhe reservou momentos de dor. Ela sofreu a perda de um filho em período gestacional avançado. Uma dor que, segundo ela, nunca se apaga, mas que a ensinou a valorizar ainda mais a vida e a lutar por seus sonhos.

“Hoje realizei meu sonho de ser mãe. A Betina é a minha maior conquista, a minha razão de viver”, emociona-se.

SER MULHER PRETA

Para Luana, ser mulher preta é sinônimo de resistência, força e resiliência.

“Ser mulher preta é ser resistência, força e resiliência. É saber que a nossa luta é constante, mas também é saber que a gente pode chegar onde quiser, desde que acredite em si mesma”, afirma.

Ela deixa uma mensagem para outras mulheres negras que, assim como ela, enfrentam desafios diários:

“Não desistam, perseverem. A nossa luta é constante, mas cada passo que a gente dá é uma vitória. Não importa quantas vezes você caia, o importante é sempre se levantar.”

JULHO DAS PRETAS

Sobre o Julho das Pretas, Luana vê a iniciativa como uma oportunidade de dar visibilidade às mulheres pretas do município.

“É uma iniciativa que apareceu a pouco tempo para nós aqui no município, mas que visa mostrar nossas mulheres pretas em destaque na nossa cidade. É importante que a gente seja vista, que a gente seja ouvida e que a gente ocupe os espaços que merecemos”, diz.

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Há pessoas que carregam na alma a força de quem veio antes e a coragem de quem não se contenta com o que já está posto. Jacqueline Lubaski é uma dessas pessoas. Filha de trabalhadores rurais, criada em Brasilândia, ela construiu uma trajetória que atravessa o tempo, o território e as expectativas. Hoje, com mais de 29 anos de atuação no agronegócio, ela é consultora em desenvolvimento de pessoas, atuando em 14 estados brasileiros, mas nunca se esqueceu de onde veio.

Em entrevista ao nosso portal, Jacqueline abriu o coração para falar sobre sua história, sua identidade e o que significa o Julho das Pretas.

QUEM É JACQUELINE LUBASKI?

“Antes de qualquer cargo ou profissão, sou alguém que acredita profundamente que pessoas transformam negócios.” É com essa convicção que Jacqueline guia sua trajetória. Professora, jornalista e hoje consultora, ela construiu uma carreira sólida no agronegócio, sempre com um olhar atento às pessoas – não como mão de obra, mas como famílias, sonhos, desafios e potenciais.

“Sou filha de trabalhadores rurais, sou filha de Brasilândia e tenho esta terra como minha base. Cheguei a esta cidade com pouco mais de um ano e cresci vendo de perto a realidade de quem faz o agro acontecer todos os dias. Talvez seja por isso que eu nunca consegui enxergar pessoas apenas como mão de obra”, afirma.

Inquieta por natureza, Jacqueline está sempre estudando, viajando, buscando referências no Brasil e no exterior para entender como preparar as pessoas para o futuro. E a comunicação, diz ela, sempre foi uma de suas ferramentas mais fortes.

“Gosto de provocar reflexão, desafiar crenças e dizer aquilo que muitas vezes ninguém tem coragem de falar. Não para criar polêmica, mas porque acredito que o crescimento começa quando encaramos a realidade”, explica.

SER MULHER PRETA

Para Jacqueline, ser uma mulher preta é ter orgulho das suas raízes. Ela reconhece os desafios, mas nunca permitiu que a cor da sua pele definisse até onde ela poderia chegar.

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Ser mulher preta no Brasil é um ato de resistência. É carregar na pele e na alma a história de quem veio antes, mas também é escrever, a cada dia, um novo capítulo de força, coragem e transformação. Cristiane Carvalho, 51 anos, coordenadora de Igualdade Racial e diretora de Eventos de Brasilândia, é a personificação dessa jornada. Funcionária pública há quase 30 anos, pedagoga, contadora e empresária, ela construiu sua trajetória com base em desafios, aprendizados e, acima de tudo, em amor próprio.

Em entrevista ao nosso portal, Cristiane abriu o coração para falar sobre sua história, sua ancestralidade e o significado do Julho das Pretas.

QUEM É CRISTIANE CARVALHO?

Cristiane é mãe solo de dois filhos, Alexsandro Alves, 24 anos, e Gabriel Felipe, 16 anos. Separada, ela criou os dois filhos sozinha, conciliando a maternidade com uma carreira sólida no serviço público e no empreendedorismo. Há mais de 20 anos à frente de seus próprios negócios, ela também é pedagoga e contadora, e hoje ocupa o cargo de coordenadora de Igualdade Racial e diretora de Eventos do município.

Sua história, no entanto, começa muito antes. Nascida em uma família de mulheres fortes, Cristiane aprendeu desde cedo o valor da resiliência. Trabalhou com o pai como servente de obras, carregando blocos e furando buracos, enquanto sonhava com um futuro melhor. Foi líder de sala no ensino médio, capitã do time feminino de futsal em 1997 e sempre teve o apoio de mulheres que marcaram sua vida: sua mãe, Geni Mendonça; sua tia amada, Leni Gama; sua avó, Maria Celestino; sua professora, Maria Valentina; e tantas outras que a inspiraram.

SER MULHER PRETA

Para Cristiane, ser mulher preta é reconhecer a força que existe na história e na ancestralidade. É enfrentar o racismo e o machismo, mas também celebrar a identidade, a cultura, a beleza e a potência. É transformar resistência em existência.

“Ser uma mulher preta é reconhecer a força que existe na nossa história e na nossa ancestralidade. É enfrentar desafios impostos pelo racismo e pelo machismo, mas também celebrar nossa identidade, nossa cultura, nossa beleza e nossa potência. É transformar resistênci
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A participação social é o alicerce de uma democracia que escuta, acolhe e transforma realidades. Foi com esse espírito que a Prefeitura de Brasilândia, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) , realizou nesta terça-feira (30 de junho) a XI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, no Conviver. Com o tema “Garantir Direitos e Fortalecer a Participação Social” , o evento reuniu representantes do poder público, do Sistema de Garantia de Direitos, da sociedade civil, crianças e adolescentes para debater propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas destinadas à infância e à juventude.
 

A programação teve início às 7h30 com um momento de acolhimento e integração conduzido pela professora Eliane Francé, seguido da solenidade oficial de abertura, composição da mesa de autoridades, execução dos hinos Nacional e de Brasilândia e uma mensagem de reflexão apresentada por um representante dos adolescentes participantes.
 

MESA DE HONRA

A mesa de honra contou com a presença da prefeita Márcia Amaral, da secretária municipal de Assistência Social, Emília Santana do Amaral Vichete, do secretário adjunto Paulo Andrade, da presidente do CMDCA, Daniele Alpino, Coordenadora da Casa Acolhedora, Jaqueline dos Santos, além de representantes do Poder Judiciário, Dr. Aldrin Russi; Ministério Público, Dr. Adriano Barrozo; Defensoria Pública, Dra. Sara Marçal; Polícia Civil, Dr. Rafael Avelino Mantovani; Conselho Tutelar, Maria de Lourdes, lideranças e a comissão organizadora de adolescentes.
 

Durante a abertura, as autoridades reforçaram o empenho conjunto com a proteção integral das crianças e dos adolescentes, destacando a importância da participação social na construção de políticas públicas mais efetivas. Ao final dos pronunciamentos, foi realizada a entrega de lembranças aos adolescentes participantes, como forma de reconhecimento pelo protagonismo na conferência.
 
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